segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cidades destruídas.

Foto por Edmar Melo / Agência Estado. Fonte: R 7- noticias.

Na história da humanidade muitas cidades já foram destruídas causando mortes, tristeza e desolação. O termo destruição normalmente é entendido como - ação ou efeito de destruir; ruína completa - podemos estender o significado e pensar em destruir indo além do sentido de arruinar ou demolir qualquer construção. Ou seja, destruir pode significar extinguir; fazer desaparecer, matar os que ali vivem ou fazê-los migrar.
Dessa forma, às vezes as construções permanecem no lugar por algum tempo, mas depois se deterioram. Tornam-se ruínas.
Uma destruição imediata pode ser causada por fatores naturais físicos: terremotos, enchentes, tsunames. Ou por fatores humanos: guerras, saques, tumultos. Há também um fator natural que podemos chamá-lo de "biológico", quando uma doença, uma calamidade causada por microorganismos ou vetores que matam as pessoas de uma cidade. Uma cidade que não é habitada, num tempo relativamente curto, torná-se ruínas, pois que são os seres humanos que as mantém conservadas.
Algumas cidades depois de destruídas são reconstruídas e voltam a vida normal, são vários os exemplos. Outras cidades, vilarejos, vilas e pequenas comunidades que normalmente não recebem muita atenção governamental e não figuram entre as mais importantes, são esquecidadas para sempre. Os vínculos sentimentais pela localidade não são levados em conta. O econômico, ao que as análises indicam, prevalece. Há poucos dias muitas cidades de Alagoas e Pernambuco foram destruídas, por uma enchente descomunal. No caso de Branquinha (AL) a área central não será mais reconstruída onde era originalmente.
Vejamos algumas cidade e localidades que foram destruídas, algumas são muito conhecidas e se tornaram famosas, outras pouco conhecidas.
Lisboa - Portugal. Destruída por um terremoto em 1755, o terremoto foi seguido de um tsuname com ondas de 12 metros de altura, estima-se que 30 mil pessoas morreram.


Dresden - Alemanha. Uma cidade de referência cultural e artística, foi bombardeada pelos aliados alguns meses antes da Alemanha se render, quando ela já não tinha mais como inverter o jogo. Em torno de 1400 bombas explosivas e 1100 bombas incendiárias fizeram de Dresden uma bola de fogo, estima-se que 140 mil pessoas morreram. Destino semelhante tiveram as cidades de Hiroshima e Nagazaki - no Japão. Onde a soma dos mortos nas duas cidades fica perto de 200 mil pessoas.
Florença - Itália. A peste negra matou tantas pessoas que "alguns daqueles que eram pagos para transportar os mortos, encorajados pelo grande risco que corriam, tornaram -se salteadores destemidos. Entravam nas casa dos vivos e ameaçavam levá-los junto com osmortos se não fossem apaziguados com subornos." (1 .p .98). Tanta gente morreu que os serviços como cuidar de colheita ou conduzir tribunais ficaram comprometidos.
Saint-Pierre - na ilha Francesa de Martinica. Foi a maior cidade destruída por uma erupção vulcânica, os seus 26 mil habitantes morreram com a erupção de 1902.
No Brasil.
Branquinha - Alagoas. Uma forte chuva anormal fez com que os rios da região transpordasseme destruisse várias cidades, Branquinha foi uma delas. A parte central da cidade foi praticamente aniquilada.
Alguns vilarejos no Brasil foram disseminados pela malária. Na região de São José do Rio Preto a malária aliada à decadência cafeeira arruinou algumas antigas vilas rurais. O caso mais emblemático é Monte Belo, que na década de 1920 chegou a possuir 6 mil habitantes e hoje conta com algumas casas e poucas dezenas de pessoas.
No triângulo mineiro, o arraial de Desemboque fundado em 1743, foi berço da colonização da região e hoje sofre com o abandono. Uma ponte que ligava o arraial a outras cidades foi destruída pelas chuvas há uma década, mas parece que as pessoas, para fugiram do local, usam uma tirolesa (sistema de cordas presas a uma roldana).
Referências:
[1] JEANETTE, Farrell. A assustadora história das Pestes e Epidemias [trad. Mauro Silva] São Paulo: Ediouro, 2003.
SCHNEIDER, Wolf. De Babilônia a Brasília. [trad. Guttorm Hanssen] 2 ed. São Paulo: Boa Leitura, (?).
RIBEIRO, Maria Fernanda. Vilarejo de MG pede ajuda para não sumir. Folha Online.
Cidade destruída pela chuva em AL terá que ser reconstruída em outro lugar. R7 - notícias.

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