domingo, 6 de dezembro de 2009

Cidades mortas

Teotihuacan

"A cidade representa a maior aspiração da humanidade em relação a uma ordem perfeita e harmônica." [1]

"A cidade é um mundo que o homem constrói para si próprio. É um estranho fenômeno de imprevisíveis consequências [...] [2]

As cidades ocupam um lugar de destaque no planeta, desde quando surgiram, por volta de 6.000 a.C, quando as aldeias começaram a se configurar de forma mais organizada. Hoje cobrem apenas 3% da superfície terrestre e o mundo gira ao redor delas.


As cidades nascem , desenvolvem-se e morrem. Por várias causas. Quanto ao nascimento esse está ligado a vários fatores como: posição estratégica para os mais variados fins sejam comerciais, militares, religiosos, etc. Podem surgir de forma planejada ou expontânea, etc.
Pompeia

Queremos aqui falar da morte das cidades, em muitos casos a morte pode ser entendida como uma decadência em relação a um passado glorioso e não necessariamente o fim. É sabido que muitas cidades desapareceram totalmente só sobrando suas ruínas. Algumas detêm verdadeiro mistérios sobre seu fim, em outras é possível identificar algumas causas. Muitas não representam mais o que representavam e de grandes cidades tornam-se pequenas e de funções insignificantes.


Vejamos como as cidades podem morrer.
De forma natural. Analisar de forma pormenorizada esse motivo é tarefa faraônica, a qual não vamos nos submeter, daremos aqui pequenas explicações.
Por desgaste de sua função ou esgotamento dos motivos que colaboraram para seu surgimento.
Exemplos.
Ouro Preto, chegou a ser uma das maiores cidades da América, como o fim do ouro entrou em decadência. Dawson City, cidade mineradora dos Estados Unidos, teve 30.000 habitantes em 1898, em meados do século XX tinha 1.000 habitantes. Outras inúmeras cidades que se beneficiaram do ciclo cafeeiro no Brasil e com o fim deste entraram em decadência, localizam-se principalmente no vale do Paraíba e no interior de São Paulo. Casos curiosos como São Simão-SP, 15.000 habitantes, Ribeirão Preto foi distrito dessa cidade, hoje Ribeirão tem quase 600.000 habitantes.
Cidades que morreram por catástrofes naturais.
Os grandes exemplos ocorreram em Pompeia e Herculano, destruídas por erupções vulcânicas. Antiqua que foi antiga capital da Guatemala, foi destruída por um terremoto em 1773, os sobreviventes da catástrofe migram e construíram a cidade de Guatemala, atual capital.
Cidade que morreram em consequência de guerras.
Os exemplos mais significativos são Hiroxima e Nagasake que foram vítimas de explosões nucleares. Mas também há Dresdem e Rotterdam que foram praticamente destruídas na segunda guerra mundial. Na antiguidade Cartago foi destruída por romanos, Tróia teria sucumbido à várias guerras e disputas, destino semelhante teria a antiga Jericó.
Cidades que morreram de forma misteriosa ou por motivo não totalmente esclarecido.
Mohenjo Daro, no vale do Indo é o grande exemplo. Outros se seguem: Angkor, Macho Picho, Teotihuacan, etc.
Referências:
SCHNEIDER, Wolf. De Babilônia a Brasília. [trad. Guttorm Hanssen] 2 ed. São Paulo: Boa Leitura, (?).
[1] TUAN, Yi-Fu. Paisagens do medo. [trad. Lívia de Oliveira] São Paulo: Ed. Unesp,2005 . p.231.
[2] SCHNEIDER, Wolf. op. cit. p.11.

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