terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ribeirão Preto. Aspectos do centro da cidade.

O centro de uma cidade é resultado de complexos fenômenos que evolvem uma dinâmica socioespacial nas suas dimensões econômicas e de fluxos materiais e imateriais.
Popularmente falando o centro é aquele local onde se concentra a maior parte do comércio de uma cidade, onde a rede bancária é mais densa, local onde se oferece mais variedades de serviços produtos.
Porém numa análise mais apropriada, neste caso nos fundamentamos nos estudos de Flávio Villaça, o conceito de centro está relacionado com o tempo e a energia que as pessoas gastam para se chegar nesse determinado ponto da cidade. Nas palavras de Villaça:
"O centro surge então a partir da necessidade de afastamentos indesejados mas obrigatórios. Ele, como todas as 'localizações' da aglomeração, surge em função de uma disputa: a disputa pelo controle (não necessariamente minimização) do tempo e energia gastos nos deslocamentos humanos." [1]
A gênese de um centro está ligada ao raciocínio de que toda a aglomeração para gerar aproximação provoca um afastamento, ou seja, alguém será obrigado a se afastar de um lugar que apresenta boas condições de locomoção para podermos trabalhar, consumir ou usufruir de outros serviços.
Aqui gostaríamos de destacar que o centro de uma cidade não tem nada a ver com o centro geométrico, basta lembrarmos d cidades como Rio de Janeiro e Salvador onde o centro é periférico.
Vejamos algumas características visuais do centro de Ribeirão Preto. A cidade possui uma população de 563.107 (2009), o PIB em mil reais é de 12.969.387 (2007), sendo o PIB per capita em reais de 23.692 (2007). Se destaca no estado de São Paulo pelo seu comércio e pelas práticas agrícolas, em especial a cana-de-açúcar.
Essa área de Ribeirão conhecida por centro constuma ser delimitada pela Av. Francisco Junqueira, Av. Jerônimo Gonçalves, Av. Independência e Av. Nove de Julho. Veja o mapa.

O conhecido Teatro Dom Pedro II.
Símbolo da época de ouro do café, seu estilo imita o Teatro Ópera em Paris. Localizada no quarteirão paulista, área que envolve a tradicional Choperia Pinguim e o Palace Hotel.











Choperia Pinguim.
Num dos mais movimentados cruzamento da cidade. Mais ao fundo dá para se nota o Teatro Dom Pedro II.










Ribeirão Preto possui um centro muito verticalizado.
No detalhe, nota-se o prédio da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, localizada numa esquina muito movimentada da cidade.










O calçadão de Ribeirão Preto é repleto dos mais variados comércios. Pode se dizer que é um shopping a céu aberto.










Catedral Metropolitana São Sebatião.
Vista lateral, do lado direito nota-se alguns edifícios com arquitetura pós 1960.
A construção se iniciou em 1908 e as obras foram concluídas em 1917.









Edifício Diederichsen.
Inaugurado em 1936, é um belo representante do progresso que a cidade alcançou com o desenvolvimento do café.
Foi feito para ser um edifício multifuncional e até hoje no térreo, no primeiro e no segundo andar possui comércios. Foi construído pelos arquitetos Antonio Terreri e Paschoal de Vicenzo.






Fontes:
VILLAÇA, Flávio.Espaço intra-urbano no Brasil.2ed. São Paulo: Studio Nobel:FAPESP: Lincoln Institude, 2001. pp.237-243.
[1] VILLAÇA, Flávio. op. cit. p.239.
Inconfidência Ribeirão - O velho Diederichsen.
Catedral Metropolitana São Sebastião.
Fotos de Alexandre de Freitas. Se usá-las, por favor, cite a fonte.

Um comentário:

Anônimo disse...

e muito bonita cidade

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