terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Lisboa: de Olisipo aos dias atuais


A história de ocupação humana em terras portuguesas remonta à pré-história. A região onde hoje se encontra Lisboa, capital de Portugal, ganhou projeção no Império Romano e às margens do rio Tejo surge uma cidade romana chamada Olisipo.
Dentre tantos povos que ocuparam a região onde hoje se encontra Lisboa destacamos os Túrdulos e os Lusitanos, ambos ocupavam a área entre os rios Tejo e Mondego, sendo que os primeiros se localizavam mais próximo ao Atlântico. Antes mesmo dos romanos acredita-se que os feníncios estiveram na região e estabeleceram um porto comercial nas proximidades.
A Olisipo dos romanos não era centro de nenhuma região administrativa romana, porém possuia significativa importância. Tendo sido município romano na época de Augusto. Lisboa atual conserva muitas ruínas do tempo do Império Romano, apesar de muitos estarem soterrados e outros de localização incerta. De todo modo, constata-se que houve em Olisipo teatros, aquedutos e balneários. Lê-se sobre um aqueduto :
"A cidade era alimentado de água por um aqueduto com cerca de 10 Km de extensão. Ao quilómetro 16,423 da estrada nacional nº 250, de Caneças a Belas, ainda se conserva parte do dique da albufeira que abastecia o aqueduto." [1] p.68.

Em 472, Suevos e Visigodos (para algumas fontes os godos também estiveram lá [2]) ocuparam a cidade, que permaneceu sob seus domínios até chegarem os Mouros muçulmanos em 714, os quais a denominaram Aschbouna. Dom Afonso Henrique entrou na cidade com um exército de 12 mil homens em 1.147, dessa data em diante ela ficou sobre domínio lusitano.
A cidade se tornou um dos principais portos do mundo na época das grandes navegações, era o porto de onde saiam as caravelas de um vasto império português. Sua localização estratégica fez também com Lisboa fosse ponto de parada para muitas embarcações que navegam nas costas atlânticas da Europa.
No século XVIII, Lisboa foi palco de uma das maiores catástrofes naturais da história da humanidade. Por essa época a cidade já não tinha o brilho comercial que teve outrora, Londres polarizava as relações comerciais, porém "continuava a ser uma das mais abastadas cidades da Europa" [3] p. 183. O fato se deu no dia 1º de novembro, Lisboa foi sacudida por um terremoto seguido de um maremoto que provocou uma tsunami de 12 metros de altura. A enorme onde subiu pelo rio Tejo matando em torno de 60 mil pessoas.
Para o site oficial do Município de Lisboa o Estado Novo foi responsável por significativa mudanças mudanças que a deixaram melhor e mais bonita:

"O Estado Novo (1926-1974) expandiu e aformoseou a cidade, à custa do resto do país, segundo moldes nacionalistas e monumentais. Surgiram novas urbanizações e edifícios públicos; modificou-se a zona de Belém com a Exposição do Mundo Português (1940) e, na periferia da cidade, apareceram bairros sociais. A inauguração da ponte sobre o Tejo possibilitou uma rápida ligação entre as duas margens do rio. " [4]

Hoje Lisboa pode ser chamada de uma linda cidade. Capaz de juntar o novo e o antigo com uma certa harmonia. O conselho de Lisboa possui 556. 797 habitantes (2001) a chamada zona da grande Lisboa possui 2,1 milhões de habitantes.
Situa-se às margens direita do rio Tejo, na sua foz.

Referências:
ALARCÃO, Jorge. Portugal Romano. São Paulo: Verbo, 1973.
SCHNEIDER, Wolf. De Babilônia a Brasília. 2ed. [trad. Guttorm Hanssen] São Paulo: Boa Leitura, (?)
[2] ALARCÃO, Jorge. op. cit.
[3] SCHNEIDER,Wolf. op. cit.
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