16 julho 2024

Vila Nova, Bairro rural de Ibirá-SP.


Vila Nova é uma localidade rural dentro do município de Ibirá. Consiste em apenas em 5 imóveis: duas casas residenciais, uma casa que parece agregada a uma capela, a própria capela e um salão de festa. Como se nota na imagem, está cartografa na carta 1: 50.000 do município de Ibirá.


Localiza-se a 10 quilômetros do centro de Ibirá e está a 3,5 quilômetros da rodovia Roberto Mário Perosa. Partindo da citada rodovia, anda-se os 3,5 km e, numa curva, após uma íngreme baixada do ribeirão Barra Grande, nota-se as construções. Se prosseguir o trajeto por mais 3,2 km se chega a um outro bairro rural de Ibirá, este bem conhecido e frequentado - Vila Ventura.
Parece que na localidade ocorre uma festa em louvor à Santo Antônio, padroeiro da capela. Sugerimos que a localidade deve ter sido mais movimentada em tempos nos quais a cultura do café dominava a região.  
Fiquem com algumas imagens.






Cartaz da Festa em Louvor à Santo Antônio, Vila Nova.


Fotos: Alexandre de Freitas, 2024.

19 julho 2023

Os 10 municípios brasileiros com as maiores densidades demográficas.

 O IBGE revelou no censo de 2022 os municípios com as maiores densidades demográficas. Vejamos os 10 municípios que se destacam.

1º Taboão da Serra (SP). Pop.  273. 542. Área em Km² 20. Dens. Demográfica. 13.416,8;

2º Diadema (SP). Pop. 393.237. área em Km² 31. Dens. Demográfica 12.795,7;

3º  São João de Meriti (RJ). Pop. 440.962. Área em Km² 35. Dens. Demográfica 12.521,6;

4º Osasco (SP). Pop. 743.432. Área em Km² 65. Dens. Demográfica 11.445,5;

5º Carapicuíba (SP). Pop. 387.121. Área em Km² 35. Dens. Demográfica 11.206,0;

6º São Caetano do Sul (SP). Pop.  165.655. Área em Km² 15. Dens. Demográfica 10 805,2;

7º Olinda (PE). Pop. 349.976. Área em Km² 41. Dens. Demográfica 8 474,0;

8º Fortaleza (CE). Pop. 2.428. 678. Área em Km² 312. Dens. Demográfica  7.775,4;

9º Nilópolis (RJ). Pop. 146. 774. Área em Km² 19. Dens. Demográfica 7.568,4;

10º São Paulo (SP). Pop. 11.451. 245. Área em Km² 1.521. Dens. Demográfica 7. 527,8.

Fonte: IBGE censo 2022.





As 10 cidades mais populosas da Região Metropolitana de Rio Preto.

 A Região Metropolitana de São José do Rio Preto-SP possui 37 municípios, localiza-se no noroeste do estado de São Paulo, segundo o censo do IBGE-2022, os 10 municípios mais populosos são:

1º São José do Rio Preto - 480.439;

2º Mirassol - 63.337;

3º Olímpia - 55.075;

4º José Bonifácio - 36.633;

5º Bady Bassitt - 27.260;

6º Tanabi - 25.265;

7º Monte Aprazível - 22.280;

8º Guapiaçu - 21.711;

9º Nova Granada - 19.419;

10º Potirendaba - 18.496.

Fonte: IBGE - censo 2022.

13 julho 2022

Pirajá, povoado do município de Neves Paulista.

Pirajá é um povoado do munícipio de Neves Paulista-SP, na região de São José do Rio Preto. Assim como muitos povoados e cidades da região de São José do Rio Preto, a cultura cafeeira promoveu dinamismo econômico, fazendo com que vários povoados surgissem, sendo que alguns se tornaram distritos e municípios e, outros, entraram em decadência após a mudança do ciclo econômico.

O nome Pirajá significa aguaceiro, chuva forte1. A localidade dista 11 quilômetros de Neves Paulista, o acesso é de terra. Está cartografada na carta do IBGE SE-22-X-A-IV-4 de 1972, 1:50.000.


Percepções.
Em visita ao povoado o clima e de total paz e pouquíssimo movimento, alguns caminhões de cana e carros de sitiantes que às vezes cruzam a estrada, há uma escola abandonada e uma igrejinha, os comércios estavam todos fechados, mas há indícios de que abrem ao cair da tarde.
Imagética.
Escola abandonada em Pirajá.

Vista da praça e da igrejinha.

Aspecto da capela N.S. Aparecida.

Rua Guaranésia.

Rua oito, a qual passa de frente à igreja da localidade.

Rua Tupinambás, na qual nota-se um ponto comercial.

Referência.

Biblioteca digital SEADE.

1. Dicio - Dicionário Online de Português.

03 junho 2021

Bairro rural Limeira, Cedral-SP.

O bairro rural conhecido como Limeira se localiza no limite do município de Cedral com Potirendaba, na localidade não há núcleo urbano, apenas propriedades rurais próximas umas das outras.

A região teve importante pujança econômica com a economia do café até aproximadamente a década de 1990. Atualmente nota-se muita cana de açúcar e criação de gado. 


Em diálogo com moradores do município de Cedral, tivemos notícias de que a região era muito movimentada com trabalhadores rurais até meados da década de 1990. Havia também uma popular festa junina, para qual a prefeitura disponibilizava ônibus para levar os munícipes ao bairro rural.
Atualmente nota-se uma capela, um salão de festa e uma escola rural abandonada e desativada, em péssimo estado de conservação. No local há um morador, o qual ocupa parte de uma cômodo do salão de festas, em diálogo com esse morador ele se identificou com o apelido de "capela", disse que o apelido é porque ele cuida da região há muito tempo. Disse, ainda,  que mora na região há 40 anos, e ali já presenciou grandes festanças, continuou afirmando que depois da pandemia Covid-19 não houve mais missa na capela. Porém, notamos que parece que a capela está abandonada há mais tempo. Quando à escola rural, possivelmente daqui algum tempo cairá em ruínas devido ao estado de deterioração.

Aspectos da capela do bairro rural Limeira.

Interessante notar que essa capela não apresenta forma características de outras capelas e igrejas, não há torre nem identificação, em carta do IBGE de 1972, a capela está cartografada com o nome de "Capela Santo Antônio". 

Vista da capela de outro ângulo.

Vista o interior da capela.

       
Vista de uma sala de aula da escola abandonada. 

Vista da escola abandonada.

Vista do bairro Limeira nas proximidades da capela.

Quanto aos aspecto fisiográficos do bairro, nota-se uma orografia muito interessante, o bairro se localiza em uma área de divisor de águas entre as unidades hidrográficas do Turvo-Grande e Tietê-Batalha. Muitos cursos d'água cortam o bairro. Em carta do de IBGE de 1972, nota-se cotas altimétricas de 565 metros, 586 metros decaindo para 475 metros, verifica-se, assim, grande declividade no terreno.
Quanto  ao nome do bairro, populares nos informaram que ali se plantava muito limão, mas há um córrego com o nome Limeira o qual drena praticamente todo bairro, talvez o nome derive dele.

Localidade cartografada em carta do IBGE DE 1972. 

Localização do bairro no mapa das unidades hidrográficas do estado de São Paulo.

Nota-se que o bairro se localiza em um divisor de águas das bacias Turvo-Grande Tietê-Batalha. 

Localização do bairro pelo google maps.

Referências.

Mapa do Estado - Recurso de Gerenciamento de Recursos Hídricos [online] http://www.igc.sp.gov.br/produtos/ugrhi.html Acesso 03/06/2021.
Carta IBGE 1:50.000, 1972. São José do Rio Preto SF-22-X-B-IV-3.
Fotos: Alexandre de Freitas, 2021.
Contribuíram com informações:
Claudinei Caetano (morador de Cedral).
Popular Capela (morador do salão de festas). 

16 dezembro 2019

Rosário, a maior cidade às margens do rio Paraná.

Vista de Rosário a partir do rio Paraná. [Fonte

Rosário é a maior cidade às margens do rio Paraná. Trata-se da terceira cidade mais populosa da Argentina, sua área metropolitana possui uma população de aproximadamente 1,4 milhões de habitantes, fica na província de Santa Fé.
O povoamento da localidade começou no século XVII, tendo um desenvolvimento mais intenso a partir do século XIX. Sua localização estratégica de porto fluvial colaborou sobremaneira com seu progresso.
A cidade possui uma arquitetura que se destaca, em especial pelo seu prédios preservados da arquitetura neoclássica e eclética. Há muitos museus e monumentos históricos, com destaque para o monumento da bandeira.
Ernesto Guevara de la Siena, o Che Guevara, e o jogador Messi, nasceram na cidade de Rosário.
Monumento à bandeira em Rosário. [fonte

A cidade possui quase 12 Km² em espaços verdes distribuídos entre praças e parques. Localiza-se numa área de clima subtropical úmido, 32º de latitude sul, com uma temperatura que pode variar entre 37º e -5º. As chuvas ficam em torno de 800 a 1.000 mm anuais.
A cidade tem várias opções de lazer, incluindo praias, turismo histórico-arquitetônico e cultural.

Vista de Rosário com destaque para o rio Paraná. [fonte]
Referências:
Rosário, berço de revolucionário na política e no futebol. Correio Brasiliense. [online] https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/turismo/2015/04/11/interna_turismo,479034/rosario-berco-de-revolucionarios-da-politica-e-do-futebol-na-argentin.shtml Acesso 16/12/2019.

06 fevereiro 2019

História de Martinópolis.


Por:José Carlos Daltozo.
Estação de Martinópolis. Foto: Arquivo pessoal do autor.

Se existisse um documento atestando a certidão de nascimento para todas as cidades, certamente a de Martinópolis constaria como mãe a ferrovia e como pai o café. Foi exatamente por causa desse binômio, café-ferrovia, que ela surgiu, cresceu e hoje é uma progressista cidade de mais de 25.000 habitantes.
A ferrovia era a Estrada de Ferro Sorocabana e o café era, na época, a lavoura mais importante do Estado de São Paulo, os colonizadores procuravam desesperadamente terras virgens para colonizar e vender sítios e fazendas para quem quisesse implantar novas lavouras.
A E. F. Sorocabana foi espalhando seus trilhos nos espigões, desde Salto Grande, onde chegou em 1910, até Porto Tibiriçá (atual Porto Epitácio), nas barrancas do Rio Paraná, onde chegou em 1922.
Em Martinópolis, que na época se chamava Estação de José Teodoro, homenagem a um grande posseiro de meados do século 19, a ferrovia chegou na manhã de 05 de agosto de 1917. O início do povoado só ocorreu sete anos depois da chegada dos trilhos. O Coronel João Gomes Martins adquiriu a fazenda de dez mil alqueires fronteiriça à estação, em 17 de novembro de 1924, iniciando o loteamento. Contratou agrimensor e fez o arruamento do insipiente povoado de José Teodoro, retalhando o restante da propriedade em chácaras, sítios e fazendas., denominando-a Núcleo Colonial Boa Ventura, da Colonização Martins.
Duas grandes correntes de lavradores vieram para cá. Uma, os japoneses, formaram uma colônia numerosa até a década de 1960, eram atraídos pelo funcionário da Colonização Martins de nome Tomikichi Ogata, responsável pela Seção Japonesa. Outro funcionário da Colonização, chamado Eugenio de Melo, era fluminense e atraia crescentes levas de moradores das regiões serranas do Rio de Janeiro para Martinópolis. Ambos influenciavam seus conterrâneos, mostrando a eles que mesmo com pouco dinheiro e muita disposição para vencer, poderiam comprar seu próprio pedaço de terras de cultivo.
Os primeiros moradores da zona rural do então povoado de José Teodoro (atual Martinópolis), que compraram terras em fins de 1924 e durante o ano de 1925, foram as famílias Tudisco, Saram, Quaranta, Valentim, Baptistela, Senteio, Ogata, Esposito,  Nunes,Junqueira, Trucolo, Fiorindo, Caldeira e Escórcia.
 Na  zona urbana, os primeiros comerciantes foram as famílias Contini, Felisari e Reginato, com suas olarias, Parente e Senteio com armazém de secos e molhados e ainda as famílias Bidóia, Figueira, Yanagui, Andrade, Falkemback, Lopes e Girotto.
Aspecto de um antigo prédio em Martinópolis. Foto: Arquivo pessoal do autor.

Um levantamento efetuado em 15.11.1927 constatou a existência de 1.395 habitantes, entre zona urbana e rural. Descrevia ainda que o povoado possuía 3 olarias, 2 serrarias, 1 moinho de fubá, 4 casas de secos e molhados, 1 padaria, 1 garagem, 13 automóveis e caminhões, 1 carpintaria, 1 oficina mecânica, 1 hotel e 1 ferreiro.
Os anos foram passando e, apenas cinco anos depois do início do loteamento, o povoado de José Teodoro começou a alçar voo rumo à sua independência. O primeiro passo foi a transformação em Distrito de Paz, o que foi conseguido em 20 de dezembro de 1929, pela Lei Estadual 2.392, pertencendo ao município e comarca de Presidente Prudente
O distrito passou a se destacar na produção de café e algodão e a luta era pela emancipação total. Conseguiram o intento quando, pelo Decreto 9775, de 30 de novembro de 1938, publicado no Diário Oficial de 19 de dezembro de 1938, o então distrito de José Teodoro passou a ser o município de Martinópolis. A instalação oficial ocorreu em 29 de janeiro de 1939 e judicialmente continuou a pertencer à comarca de Presidente Prudente.
A mudança de nome da cidade foi uma reivindicação em homenagem ao seu colonizador, João Gomes Martins, que havia falecido dois anos antes, em 1937. Martinópolis significa “cidade dos Martins.
 Na época vigorava no Brasil a ditadura Vargas e não havia eleições diretas para escolha de prefeitos e vereadores. Os prefeitos eram nomeados pelo interventor estadual e não existia Câmara de Vereadores. O primeiro prefeito nomeado foi o farmacêutico Octávio Gonçalves de Oliveira. Após seu mandato foram nomeados outros, como Dr. João Grande de Mello, José Victor Pedrozo Chagas, Eleazar Galvão, Oscar Cabral, Antonio Angelini, este em 17.04.1947, ficando até a realização de eleições municipais.
Em 01 de janeiro de 1948 finalmente tomou posse o primeiro prefeito eleito pelo povo, em eleições livres, o comerciante João Batista Berbert, que ficou no cargo até dezembro de 1951. Os prefeitos eleitos em seguida foram Francisco Belo Galindo, Arlindo de Oliveira, Silvio Genaro, Estefânio Alves Portela, Antonino Leite Oliveira, Adelino Simões de Carvalho Filho, Dr. José Carlos Macuco Janini, Luiz 
Antonio Leite Oliveira, Dr. Arthur Galvão de Melo, Antonio Leal Cordeiro, José Valentim Neto, novamente Antonio Leal Cordeiro, Waldemir Caetano de Souza, Rondinelli Oliveira, Antonio Leal Cordeiro e Ilza Filazi Ascêncio (os três no mesmo mandato) e Dr. Cristiano Engel.
O decreto 14.334, de 30 de novembro de 1944, criou a comarca de Martinópolis. Foi a 140º comarca do Estado, instalada oficialmente em 13 de junho de 1945, tendo sob sua jurisdição o município de Regente Feijó que, por sua vez, possuía os distritos de Indiana, Caiabu e Taciba, hoje municípios autônomos.             
O juiz instalador em 1945 foi o Dr. Olavo Ferreira Prado. Atualmente a nossa comarca tem sob sua jurisdição apenas o vizinho município de Indiana.
Martinópolis é hoje um município com área territorial de 1.256 km2, um dos mais extensos do Estado de São Paulo.  O café, que ocasionou o surgimento da cidade, hoje é produzido em escala reduzida, apenas meia dúzia de propriedades. O algodão, que sucedeu o café e que já foi chamado de “ouro branco” nas décadas de 1940 a 1960, também é pouco produzido atualmente, devido problemas de terras exauridas, altos custos de produção e preço irrisório na venda da colheita. Martinópolis bateu recordes de produção no ano de 1955, quando foi o maior município produtor do Estado de São Paulo, com 2.389.200 arrobas colhidas, em 51.600 hectares plantados. Outra lavoura que teve expressiva produção na década de 1960 e 1970 foi o amendoim.
Lavouras de milho e feijão são cultivadas no município, mas a produção não é expressiva. A pecuária, principalmente de corte, é o que tem predominado atualmente. No entanto, essa primazia está cedendo espaço, nos últimos cinco anos, para as lavouras de cana-de-açúcar. Há várias usinas de açúcar e álcool situadas em municípios vizinhos que arrendam terras para o plantio de cana em nosso território. Também foi implantada, dentro do nosso território, a USINA ATENA, provocando o surgimento de milhares de alqueires de novas lavouras de cana. Muitos fazendeiros estão desistindo da criação de gado de corte e acreditando na cana-de-açúcar para obter uma renda anual satisfatória, sem muito trabalho.  
                  
(Texto extraído do livro: MARTINÓPOLIS, SUA HISTÓRIA E SUA GENTE, autoria de José Carlos Daltozo, editado em 1999).

Imagética de Martinópolis.




Fotos: Arquivo pessoal do autor.


21 janeiro 2019

Onda Branca, distrito de Nova Granada.

Igrejinha de Onda Branca. Foto: Alexandre de Freitas-2019.

Onda Branca é um pequeno distrito de Nova Granada criado pelo decreto-lei nº 14334 de 30 de novembro de 1944, fica às margens da rodovia Luiz Delbem, SP 423, que liga Palestina à BR 153-Transbrasiliana, dista aproximadamente 8 quilômetros da rodovia federal. Foi o último distrito de Nova Granada a ser criado, Ingás, Mangaratu, Palestina e Onda Verde (hoje essas duas últimas são cidades) são mais antigas que Onda Branca. 
A criação de Onda Branca está ligada à cultura do algodão, são poucas as fontes escritas, mas oralmente a localidade é muito conhecida em toda região. Ela rivalizava com Onda Verde, esta teve o nome devido ao café, e Onda Branca devido ao algodão. Fontes orais relatam que a localidade possuía máquinas de beneficiar algodão e café, barbearia, sapataria e armazéns de porte significativo. O progresso veio rápido e partiu rápido, ao que tudo indica, uma explicação plausível refere-se à cultura do algodão que ganhou força na região devido à 2ª Guerra Mundial, quando essa cultura foi diminuindo a localidade foi perdendo população.
Em conversa com moradores locais, nota-se uma nostalgia ao passado promissor, segundo os moradores a localidade possui hoje em torno de 200 pessoas, as quais utilizam ônibus de Palestina para ir a outras localidades.
O Instituto Geográfico e Geológico de São Paulo cartografou Onda Branca em 1948.
    
Reminiscências.
No fim da década de 1970, meu avó era comerciante de fumo de corda e em Onda Branca passei com ele algumas vezes, a localidade parecia possuir mais comércio e ser mais movimentada.

Aspecto de uma rua Onda Branca.

Placa em um Centro Comunitário. 

Estabelecimento comercial em Onda Branca.

Vista de uma rua na localidade.

Estabelecimento comerciais desativados.

Detalhes que remetem a resquícios rudimentares de Art Déco em estabelecimento comercial.

Placa no Posto de Saúde da localidade.

Referência: IBGE.
Fotos: Alexandre de Freitas-2019.
Sugestões de leituras.

Ingás, distrito de Nova Granada.

Igrejinha de Ingás. Foto: Alexandre de Freitas - 2019. 

Ingás é um pequeno distrito do município de Nova Granada-SP, criado pela lei nª 2407 de 30 de dezembro de 1927IBGE  . O acesso ao distrito se dá pela rodovia Luiz Delbem-SP 423, que liga Palestina à BR 153 - Trans Brasiliana, a localidade está a aproximadamente 12 quilômetros desta rodovia, o acesso é por uma vicinal bem pavimentada.
No final de 1920, ocorreu a criação desse distrito, do distrito de Maracatu e do distrito de Palestina, desses, só Palestina se desmembrou de Nova Granada em 1936 e se tornou município. Também pertencia à Nova Granada Onda Verde, localidade que se tornou distrito em 1934 e se desmembrou de Nova Granada em 1964, o distrito de Onda Branca, criado em 1944, à semelhança de Mangaratu e Ingás, também sofreu estagnação.   
O nome é de origem refere-se a um gênero de árvore ou a um frutofonte,  a vicinal asfaltada que liga o distrito à rodovia Luiz Delbem acaba na praça da pequena localidade, praça Raimundo Dias Bitencourt, nota-se alguns bares, poucas pessoas nas ruas e uma igrejinha numa praça com um salão de festas, o aspecto especto é de uma localidade rural, com galinhas andando pela praça e uma total calmaria quebrada apenas pelas pessoas que jogam carta num movimentado bar na entrada do distrito.
O localidade está cartografada na carta do Departamento Geográfico e Geológico da Secretaria da Indústria e Comércio de 1948.
Em conversa com moradores locais obtivemos informação de que ali vivem aproximadamente 400 pessoas, o distrito é servido por ônibus duas vezes ao dia, um de manhã e outro à tarde. Há o distrito de Mangaratu, 2 quilômetros próximo à Ingás, parece que tanto Mangaratu como Ingás de formaram por uma mesma lógica econômica na década de 1920.  


Aspecto de Ingás, fim da vicinal que serve a localidade.

Vista da praça Raimundo Dias Bitencourt.

Placa anunciando a chegada à Ingás.

Cruzeiro na praça de Ingás, data de 1957.

Vista de um banheiro público na praça de Ingás, bem limpo e conservado.
Ingás pelo Google Maps - 2019.

Ingás cartografado em 1948.

Referência: IBGE.
Fotos: Alexandre de Freitas - jan. 2019.
Sugestões de leituras.

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